quarta-feira, 4 de julho de 2012


Nos últimos tempos, políticos e seus correligionários vêm tentando realizar grandes alterações em nossa língua portuguesa; e, ao que parece, a moda pegou entre eles, já que só sabem “copiar” o que não traz benefícios aos governados. Enfim, o que pretendo destacar é que a palavra “transparente” ganhou um sentido completamente diferente do usual e do que se pode confirmar em qualquer bom dicionário. E foi o que fiz. Porém, pude corroborar o que já suspeitava: a palavra transparente ainda traz o mesmo significado de sempre: Aquilo que permite a passagem da luz. Clareza. Desanuvio. Visualização clara. Límpido. Translúcido.
Nas últimas semanas os escândalos políticos no norte de Minas são justificados como “tudo foi realizado de forma transparente e sem nenhum prejuízo para a cidade e população”. Mas é claro que a assessoria de comunicação não iria declarar que o que foi feito com o dinheiro público teve que ser realizado de maneira “oculta”.... mas foi! Ou estaria a Polícia Federal investigando a quase 3 anos suspeitas de desvios que não aconteceram?!
Ao que parece tem muita gente por aí “hipnotizado” com as “transparências” das prefeituras, pois, ao meu ver, não há outra justificativa. O que é triste de se pensar é que essa é uma realidade no Brasil inteiro, mas, em especial, nos municípios mais interioranos, onde prefeituras disponibilizam suas máquinas para uma empresa que já está sendo paga para realizar uma obra, enquanto as estradas para seus distritos estão um caos. E não adianta argumentar que o “Dr. Fulano” está realizado muitas obras.....Primeiro: não são muitas obras. Segundo: em ano eleitoral os prefeitos costumam realizar algo, aproveitando-se das memórias curtas dos ingênuos eleitores. Terceiro: eles foram eleitos para trabalhar, parem de agradecer! Quarto: tenho  “vergonha alheia” para propagandas do tipo: “Limpeza continua nos bairros”/ “Vereadores dão bom exemplo”/”Zona rural vai receber asfalto e novas estradas”/.....para findar:  “Segundo a  prefeitura o  cronograma vem sendo preparado para ser cumprido nos próximos meses rigorosamente.”......
Talvez consigam enganar muitos que ainda não entenderam esse “rigor”, essa “transparência” das prefeituras de Montes Claros, Coração de Jesus e outras cidades vizinhas, onde há rigor com o IPTU, com as propagandas de contos de fadas e onde transparência ganha novo significado: ocultar irregularidades.
Transparência........De onde eu venho tudo isso tem outro nome.....

Luiz da Mega.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ultimas da política (FARINHAS EM UM MESMO SACO)


O empreededor Ruy Muniz, que tinha tudo para ir pro segundo turno deu um tiro no pé se juntando ao PMDB de Tadeu Leite. (vamos ver se o Jornal O Norte vai continuar bombardeando a administração de Tadeu?)


Jairo conseguiu um vice que poderá fazer diferença (o velho político promete que será o novo)
Sapori conseguiu ser vice de jairo
Em primeiro Lugar nas pesquisas Athos vem com tudo.(corajoso mesmo foi Claudim da prefeitura que deixa uma reeleição certa, para se juntar ao lider do PSB)


Paulo Guedes segue firme,mais ainda sem vice mas quer surpreeder

Mineirinho do Psol dividirá os votos de protesto com Felipe do PSTU

BOA SORTE A TODOS E QUE VENÇA O      MELHOR PARA NOSSA CIDADE

quarta-feira, 27 de junho de 2012


João Ferro, ostentando várias peças de ouro, pedia "presentes" a fornecedores da Prefeitura de Montes Claros

A promiscuidade das relações entre agentes públicos municipais e empresários que mantém contratos com a administração pública de Montes Claros parece não ter limites. Escuta telefônica autorizada pela justiça revela diálogos travados entre o secretário municipal de Serviços Urbanos João Ferro, com um empresário de prenome Hélio, na presença do vereador Athos Mameluque, que também participa da conversa.
João Ferro pede “presente” de Natal ao interlocutor e a doação de 5 mil litros de combustível para Athos Mameluque. Antes que a conversa termine, o próprio Athos Mameluque passa a falar com Hélio. O vereador lembra que foi o autor de uma emenda a projeto de lei que retirou a exigência de uma caução (garantia) supostamente do interesse do grupo representado por Hélio.
Leia abaixo trechos do diálogo e ouça o inteiro teor dos diálogos de João Ferro.

João Ferro: Alô!
Hélio: Ô João Ferro...
João Ferro: Quem é?
Hélio: É Helio.
João Ferro: Onde é que você está, seu corno? (risos)
João Ferro: Ô Hélio, mas você é bandido demais, moço. O Natal é amanhã e você não mandou nada para nós, moço. 
Hélio: Pois é sô, ... mas vai chegar ai, pode ficar tranquilo.
(...)
João Ferro: Cê vai vim que dia para trazer os presentes para nós.
Hélio: Pois é, sô, semana que vem. Provavelmente, sábado, ou dia 27, por ai.
Adiante, na mesma conversa, João Ferro pede a doação de 5 mil litros de combustível para Athos Mameluque
João Ferro: Cê fala com Gastão, para ele doar 5 mil litros de combustível para a campanha de Athos Mameluque. Ele que fez a lei lá para fazer a isenção, viu.
Hélio: Ele está se candidatando para quê?
João Ferro: Para vereador, ué. Presidente da Câmara...
Hélio: E você, pô?
João Ferro: Uai, nós vamos conversar.
Hélio: É, então tá bão? (risos)
João Ferro: Peraí que Athos (Mameluque) quer falar com você.
(...)
Athos Mameluque: Cê fala com sua turma ai em casa, a turma toda, que quem botou a emenda lá tirando a caução foi Athos Mameluque, viu.
Hélio: Beleza, pode ficar tranquilo.
Athos Mameluque: Lembra que foi emenda do vereador, viu.
Hélio: Tá bom. Bão demais.
Athos Mameluque: O vereador conta com a amizade ai de vocês.
Hélio: Pode ficar tranquilo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

“Laranja com Pequi”


Uma operação contra a prática de fraudes de licitações para aquisição de merenda escolar, entre outros alimentos, é realizada na manhã desta terça-feira (26) em Belo Horizonte e Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Intitulada de “Laranja com Pequi”, a ação tem o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada na prática de fraudes a licitações promovidas junto a prefeituras e órgãos da Administração Pública, especialmente no que se refere à aquisição de alimentos para presídios e merenda para escolas públicas. A operação é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte e de Montes Claros e conta com a participação da Polícia Federal, da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e da Polícia Militar.
Ao todo, serão cumpridos 10 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Unidades da empresa Stillus Alimentação Ltda, que é de propriedade de Alvimar Perrella, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do senador Zezé Perrella, estão sendo vistoriadas. Os imóveis do empresário, como um apartamento de luxo no bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, também passam por buscas, em Montes Claros  norte de minas, foram presos o vereador Athos Mameluque (PMDB), o diretor do Funadem conhecido como Vitor do volei e a secretária de educação do município.
Quatro promotores de Justiça, cinco delegados e 25 agentes de polícia federais, 57 auditores fiscais e 42 policiais militares trabalham na operação.
A fraude
De acordo com investigações do MPMG,  vários agentes públicos têm participação na fraude de licitações no âmbito da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG), além de prefeituras, especialmente a de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, onde há mandados de prisão para dois secretários municipais, dois assessores, o chefe da divisão de compras e o diretor do projeto municipal “Esporte e educação: caminho para a cidadania”. Na Câmara Municipal de Montes Claros, há mandado de prisão para um vereador. Em Três Corações, há mandado de prisão para o diretor do presídio e, em Belo Horizonte e Juiz de Fora, para vários empresários do ramo de alimentação industrial.
Segundo MPMG, já foi comprovado que a administração pública estadual desembolsou aproximadamente R$166 milhões que deveriam ter sido destinados ao pagamento de refeições para presídios e casas de detenção. Calcula-se que pelo menos um terço desses valores foi desviado a apropriado pela organização criminosa.
Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente comprovam que tais empresários atuam de forma a combinar, com antecedência, os preços e condições que serão oferecidas para fornecimento de refeições destinadas à população carcerária, restaurantes populares e escolas públicas. Contam, ainda, com o apoio de pessoas especializadas nas rotinas dos pregões públicos, de modo a dificultar ou restringir a participação de outras empresas nas licitações.
Na internet já até apareceu logo para a ação da polícia!

As investigações apontam ainda que a Prefeitura de Montes Claros gastava R$ 2 milhões por ano no fornecimento de alimentação para as escolas municipais e, após a terceirização desse serviço, passou a gastar cerca de R$12 milhões por ano. Além disso, a empresa contratada, pivô do esquema fraudulento, passou a receber por aluno matriculado nas escolas e não por aluno efetivamente alimentado, como determinam as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE).
Os documentos e equipamentos de informática arrecadados na operação passarão por detalhado exame técnico/contábil e devem contribuir com as provas já existentes sobre as fraudes cometidas e os prejuízos causados aos cofres públicos.
O resultado da operação será divulgado por meio de coletivas de imprensa, que serão realizadas às 10h e 11h da manhã desta terça em Montes Claros e Belo Horizonte, respectivamente. (As informações são do Ministério Público/MG)
____________________________________________________
REPORTAGEM DO ESTADO DE MINAS

Operação “Laranja com Pequi” – Presos na sede da Polícia Federal, o vereador Athos Mameluque (PMDB) e Vítor Oliveira

Presos na sede da Polícia Federal de Moc, o vereador Athos Mameluque (PMDB) e Vítor Oliveira (Vitão do Vôlei)
Presos na sede da Polícia Federal de Moc, o vereador Athos Mameluque (PMDB) e Vítor Oliveira (Vitão do Vôlei)

Em Montes Claros,  a Polícia Federal cumpre seis mandados de prisão e dois de busca e apreensão na Prefeitura e Câmara Municipal, que estão fechadas ao público. No local, apenas a presença de agentes federais e auditores da Receita estadual que analisam documentos e computadores, em busca de provas do crime investigado. Já estão presos na sede da Polícia Federal, em Montes Claros, o vereador Athos Mameluque (PMDB), o empresário Vítor Oliveira, o ex-secretário de Serviços Urbanos João Ferro e o assessor especial da prefeitura Noélio Oliveira. Mais dois mandados de prisão podem ser executados ainda hoje, envolvendo funcionários públicos da prefeitura de Montes Claros, cujos nomes ainda não foram divulgados para não atrapalhar as prisões dos suspeitos. 
De acordo com os promotores públicos, os suspeitos de envolvimento nas fraudes usavam do expediente de combinar, previamente, preços e condições de pagamento para o fornecimento de alimentação para presídios e escolas públicas. As investigações envolveram escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça. As investigações começaram por Montes Claros e se alstaram por outros municípios. Na cidade de Montes Claros, a suspeita começou quando o valor gasto anualmente passou, na gestão passada, de R$ 2 milhões, para R$ 12 milhões, na atual adminsitração da prefeitura.  
Formação de quadrilha
De acordo com a Polícia Federal, a operação em Montes Claros busca desarticular quadrilha suspeita de fraudar licitação em órgãos estaduais e em diversos municípios mineiros para compra de merenda escolar e fornecimento de comida para presídios. A Polícia Federal cumpre, em Minas e em Tocantins, 27 mandados, sendo oito de prisão de agentes públicos e 19 mandados de busca e apreensão em residências e empresas e, ainda, nas sedes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Montes Claros. Os demais mandados estão sendo executados sob a alçada do Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com a Receita Estadual e Polícias do Estado/MG.
As investigações começaram em 2010, quando foi instaurada pela Polícia federal, naquele município, inquérito policial destinado a apurar direcionamento da licitação e o consequente desvio de recursos públicos do Fundeb destinados à aquisição de merenda escolar. O inquérito foi remetido para o Ministério Público Estadual, que também investigava o mesmo assunto, além do fornecimento de alimentação a sistemas prisionais e escolas públicas em municípios mineiros. Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.
Por Luiz Ribeiro (Estado de Minas)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tadeu não será candidato!

O prefeito Luis Tadeu Leite (PMDB) anunciou, na tarde desta segunda-feira (25), que desistiu de ser candidato a prefeito de Montes Claros nas eleições deste ano.

O motivo da desistência é que Leite se submeteu a duas cirurgias no início deste mês. “A primeira foi programada. Ele (Tadeu) tinha diverticulite e sofria muitas dores na região abdominal. Então marcamos a cirurgia antes dos períodos eleitorais”, explicou a médica, Stela Leite, esposa do prefeito e primeira-dama da Cidade. No entanto, a segunda cirurgia, de acordo com a Stela, teve um cunho emergencial: “Foi detectado uma necrose em todo o intestino grosso. Portanto, houve a necessidade de retirar o intestino. No lugar, foi colocado uma bolsa que exerce a função do órgão”.

Apesar de ter retornado da capital mineira, onde estava internado, o chefe do executivo ainda não recebeu alta médica e vai continuar o tratamento por cerca de três a seis meses. Ainda debilitado devido à cirurgia e sob efeito dos medicamentos, Tadeu Leite anunciou: “Tomei uma das maiores decisões da minha vida. Eu não posso ser candidato a perfeito de Montes Claros. Agora, o cargo fica nas mãos do meu partido (PMDB). Não tenho estrutura física nem psíquica para tentar a reeleição”.

Sobre a postura do prefeito durante as campanhas, ele respondeu que tem duas opções: lançar um candidato próprio do PMDB ou apoiar algum outro candidato: “Sou a favor da renovação”.
— com Billy Guilherme e outras 8 pessoas.
· · · há 4 horas ·

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prefeito de Montes Claros está na mira da polícia após escutas

Prefeito de Montes Claros está na mira da polícia após escutas

Tadeu Leite na mira da PF
A Prefeitura de Montes Claros não foi alvo de busca e apreensão por parte da Polícia Federal, mas o município é um dos investigados por causa de contratos firmados com as empresas comandadas pelo empresário Evandro Leite Garcia, que, de acordo com as investigações, lidera o esquema de fraudes. Em uma das escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e que fazem parte do inquérito, o prefeito Tadeu Leite (PMDB) conversa com Evandro em 4 de maio. “Tem um serviço que tem fazer dinheiro”, diz o prefeito ao empresário, preso ontem.


As escutas revelam também conversas entre Tadeu Leite e Luiz Eduardo Fonseca Mota, apontado nas investigações como “lobista do grupo criminoso e executor das obras de Evandro Garcia na cidade de Montes Claros” e que foi secretário de Fazenda e Administração do atual prefeito em suas duas gestões passadas. Em 9 de abril, Tadeu Leite ligou para o lobista e combinou um encontro, avisando que vai enviar para a casa dele documentos para ele tomar conhecimento antes da reunião.As empresas de Evandro executam diversas obras na cidade, entre elas a construção de um cemitério, de quadras poliesportivas e a reforma de uma praça. Nos diálogos aparecem também conversas entre Evandro e funcionários de suas empresas com servidores da Prefeitura, dois deles presos na operação, Romilson Fagundes Cunha e José dos Reis Pereira de Paula, e também com o secretário municipal de Planejamento, Marcos Fábio Martins.
Luiz Eduardo já foi denunciado pelo Ministério Público Federal por comandar empresa envolvida em fraude para a construção de barragens com recursos federais em Januária, no Norte de Minas, também investigada na Operação Máscara da Sanidade.

Transcrições implicam prefeito de Montes Claros

Evandro Leite Garcia e Tadeu Leite


04/05/2012
Evandro: Fala
Tadeu: Tudo bom?
Evandro: Tudo bem.
Tadeu: (...) precisar(...)
Evandro: Como é que é, Doutor?
Tadeu: (...)
Evandro: Tá horrível a ligação, tem que melhorar aí.
Tadeu: (...)
Evandro: Não consegui ouvir nada que você falou, viu?
Tadeu: (...)tem um serviço que tem fazer dinheiro.
Evandro: Não estou te ouvindo nada. Melhora aí.
Tadeu: (...) preocupa não, viu?
Evandro: Não tô conseguindo te ouvir não.

Luiz Eduardo Fonseca Mota e Tadeu Leite

09/04/2012
Luiz: Fala Tadeu! Tá “bão”?
Tadeu: Tudo bem? Né? Que cachorrada é essa aí?
Luiz: É que eu estou fazendo um trabalho aqui em casa. Aqui em casa é mais fácil de trabalhar. Tudo bem com você? Como foi de Páscoa? Família?
Tadeu: Tudo bem. Eu tô precisando falar com “cê”. Que hora que “cê” vem aqui?
Luiz: Eu posso ir amanhã de manhã, Tadeu. Tô resolvendo um... uma pendenga aqui.
Tadeu: Amanhã de manhã não posso. Tenho reunião de secretários amanhã cedo. Então amanhã à tarde. Hoje ”cê” não pode não, né?
Luiz: Amanhã à tarde eu passo aí.
Tadeu: Hoje não dá mais não, né? Então tá bom. Eu tô mandando levar em sua casa um documento “procê” tomar conhecimento e amanhã cê passa aqui pra mim discutir uns outros assuntos. Tá bom? Que isso aqui tem um peso.
Luiz: Algum problema ou não?
Tadeu: Não. É um documento aqui “procê dá” uma olhada. Viu? E aí.. amanhã nós conversamos.
Luiz: Mas você vai mandar agora?
Tadeu: Vou mandar daqui a pouco. 

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/06/22/interna_politica,301716/prefeito-de-montes-claros-esta-na-mira-da-policia-apos-escutas.shtml#.T-ReObU7dj0.facebook